O caráter orgânico e manual do linho e do bordado, contrapõe com a presença do alumínio, resultando num equilíbrio perfeito entre o artesanato e a contemporaneidade.

O linho de Múceres atua como matéria central da peça, e como ponto de ligação entre o passado e o presente; do artesanato ao design. Uma tecnologia de produção lenta e ávida de paciência, que será para sempre um manifesto contra à urgência contemporânea.

A tecelagem surge inicialmente como uma necessidade de subsistência, tendo se tornado um ponto de conexão entre gerações de mulheres. Hoje, é símbolo de uma região e sobrevive graças à dedicação de muitas delas.

O linho entra em palco para contar a sua história. Nos bastidores, estão as gerações de artesãs. O pano caí e a luz difunde, e torna intimista o momento de refeição.

Um pano translúcido, que deixa passar muito mais do que a luz. De repente, são visíveis as histórias da terra, e as perfeitas imperfeições marcadas pelas mãos de cada mulher tecedeira.

À mesa, a partilha de histórias é o prato principal.